sábado, 24 de janeiro de 2009
Açucar na carne e sal do café?!?!
Um dos melhores programas que conheço é abrir um bom vinho em casa e dividir a cozinha com a minha mulher. Descobrindo, tentando, errando e acertando acabamos passando ótimos momentos entre a cozinha e sala que, no meu caso... ou na minha casa... é a mesma coisa.
Esta semana tive a oportunidade de mais uma vez beber um ótimo Merlot chileno da Casa Rivas. Não é um vinho caro, mas é um vinho ótimo. E eu adoro Merlot!
E aprendi duas dicas interessantes. Se você for fritar um bife ou filé na manteiga, acrescente um punhado de açucar antes de colocar a carne. O açucar não vai afetar muito o gosto da carne, por isso capriche no tempero. Mas a deixará com um aspecto ótimo. É que o açucar faz a carne ficar dourada.
E o sal, bem o sal você usa para temperar a carne também. Mas deixe um pouco reservado para a hora do café. É que o sal misturado com o pó tira o amargo do café. Mas neste caso o sal interfere do gosto da bebida, então lembre-se de colocar apenas um pouquinho de sal. É praticamente sujar o pó de café com sal.
Estas dicas eu recebi de uma grande amiga que me apresentou os prazeres da cozinha. Ela vem de uma família toda de gourmets e sempre me surpreende com pratos deliciosos, como a salada de melancia com cebola roxa e queijo feta que comemos semana passada. Pode acreditar, estava refrescante e divina. Esta mesma amiga hoje deu à luz uma nova Gourmet! Clarinha, seja muito bem vinda!
E bom apetite a todos...
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Depois da praia
O clima este final de semana até que surpreendeu e nos presenteou com uma boa prainha. Sol, verão, um monte de gente na praia... isso é o Rio de Janeiro. Nestes dias a cidade se mostra mais maravilhosa e deixa o carioca mais apaixonado.
Mas falta o tal Chill Out Bar que eu falei. Imaginem um local como este no pedrão do Arpoador? Ou melhor: e se os quiosques que ficam no mirante do Leblon fossem substituídos por algo mais charmoso, com música ao vivo, sofás e puffs? Seria pedir muito que servissem um ceviche?
Leblon bombando no final de tarde
Mas tudo bem. Não tem, não tem. O jeito foi procurar outro lugar para curtir o final de praia. Acabei encontrando o Veloso, na General San Martin esquina com Aristídes Espínola. Para quem não sabe, este bar assumiu o lugar do Garota do Leblon. Que tinha este nome por fazer parte da mesma rede do Garota de Ipanema, que é o bar em frente ao atual Vinícius, que fica no lugar onde Vinícius e Tom compuseram a famosa música, que naquela época, se chamava......... se chamava..... Veloso!
Bem, história e MPB de lado, preciso confessar que fiquem bem decepcionado com o novo Veloso. De fora parecia um bar simpático, interessante. De dentro percebi que é um bar quente, barulhento e bagunçado. Os garçons não fazem a menor questão de manter o local organizado e o nosso não foi nem um pouquinho simpático.
Tudo bem, a cerveja Original estava gelada e o croquete de picanha com molho barbecue estava muito gostoso. Mas, veja só, veio servido em um prato quadrado gigante onde caberia três vezes mais croquetes. Os que vieram, estavam todos bagunçados, meio jogados no prato. Custava um pouquinho de capricho?
Sei não, mas eu preferia a picanha do Garota que era servida antes no mesmo lugar...
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Isso quase aconteceu recentemente no Botequim Informal do Downtown, na Barra da Tijuca, aqui no Rio de Janeiro. Um novo item do cardápio nos chamou atenção: cachorro-quente. Ok, não era nada especial, mas paramos para tomar um chopp (que lá é sempre ótimo) e comer alguma coisinha rápida antes do cinema. E pimba, meio que sem saber o que estávamos com vontade de comer, batemos o olho juntos no mesmo sanduíche.Eu adoro cachorro-quente. Até hoje lamento que o Kuper, restaurantezinho-lanchonete-bacana que servia cachorro-quente com salsichas deliciosas na Cupertino Durão (Leblon - Rio de Janeiro) fechou. Tinha uma salsicha com páprica que era fenomenal.
Fomos informados por um garçom muito do antipático, que respondeu sem olhar para os nossos olhos, que nenhuma troca pode ser feita no cardápio. Repito: nenhuma troca.
Peraí, eu estou sonhando ou estamos sentado em um botequim. E um botequim informal! Tudo bem que um chef três estrelas não queira estragar o seu prato especial trocando açafrão por orégano. Mas cheddar por um outro queijo qualquer em um cachorro-quente!!!
Só depois que chamamos o gerente, que na verdade era um dos donos da franquia, conseguimos fazer a troca. Mas isso foi um favor especial porque estávamos pedindo, porque a determinação é muito clara: no botequim informal não se pode fazer nenhuma troca no cardápio. Imagine se o nome fosse restaurante formal!
No final o cachorro-quente dela estava mais gostoso que o meu. Talvez, meio que informalmente, vocês deviam prestar mais atenção aos desejos de seus clientes... às vezes surgem boas ideias daí...
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
O que que a Bahia tem?
- Pode não...
- Que legumes são estes que vêm neste prato?
- Batata e cenoura...
Incrível diálogo entre um casal e seu garçom à beira d’água na Ponta do Curral, Ilha de Boipeba, Bahia. O povo baiano, apesar de esbanjar em alegria e simpatia, não é exatamente conhecido pela eficiência no atendimento.
Mas em compensação sua culinária, repleta de frutos do mar, pimenta, leite de côco e azeite de dendê é simplesmente maravilhosa. Pesada, é verdade. Mas uma orgia de sabores e temperos.
Estivemos em Morro de São Paulo para o final do ano e todas, simplesmente todas, as refeições foram ótimas. Destaco a moqueca de camarão do restaurante Minha Louca Paixão (esta da foto) que fica na terceira praia. Comi até acabar! Aproveite a simpatia dos garçons, o visual da praia e a caipivodka de maracujá. Mas prepare-se para gastar um bom dinheiro porque, apesar de Morro de São Paulo ser na Bahia, os preços são da Noruega!
Falando em moqueca de camarão, a servida no restaurante Mar e Coco que fica na praia de Moreré em Boipeba também merece os meus aplausos. Lá peça a moqueca com banana da terra porque a combinação fica muito saborosa.
E para terminar com uma dica inusitada: pizza. Morro de São Paulo tem uma pizzaria muito boa também na terceira praia que é o restaurante da pousada Chez Max. O nome é francês e o dono do restaurante é argentino. Mas o importante mesmo é o pizzaiolo italiano que preparou deliciosas pizzas de massa fina e crocante.
De resto, muita praia, caminhada e natação para gastar todo este dendê!