Falei, falei, falei e falei do encontro de chefs do Portobello. Também foi um final de semana que comi, comi, comi e comi. Só parei nos intervalos para beber vinho.
Foi um final de semana bem difícil de compensar na esteira. Ainda estou suando horrores para devolver um pouco de dignidade estética ao meu corpo.
Mas, e o prazer de comer? O verbo “comer”, na minha humilde opinião, sempre representa um ato extremo e natural, que desperta os sentidos mais enraizados na nossa condição de animais mamíferos, carnívoros e gourmets. (Uau!)
Dizer que iremos comer o fígado de alguém não representa um ato violento, mas é um ato extremo. Não chega a ser uma selvageria, apesar do canibalismo não ser praticado em sociedades modernas. É quase uma redenção, algo como “terei o meu prazer renovado”, como se a sensação final fosse deleite, vingança e satisfação. “Vou comer o seu fígado e com isso nós dois teremos aquilo que merecemos!”.
É claro que este blog não fala disso. Não vou comer o fígado de ninguém. Bem, de nenhum ser humano pelo menos, já que um fígado de boi acebolado ou um foie gras com trufas e vinho do porto nunca serão dispensados!
Mas vou escrever sobre uma que é das mais básicas necessidades de qualquer ser humano para levar uma vida feliz: Comer bem. Comer muito bem.
Críticas, elogios, receitas, comentários e indicações cuidadosamente elaborados sem nenhum critério científico ou preceito jornalístico. Nenhum. Baseadas única e exclusivamente em extensas experimentações feitas por um comitê especialíssimo formado por mim e qualquer outra pessoa que quiser colaborar.
Nada além da nossa humilde opinião.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
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