segunda-feira, 18 de maio de 2009

Semana Quente

Sempre curti eventos que envolvem bons restaurantes. No Rio (e em outras cidades do Brasil) estamos passando pela Restaunt Week que, apesar de achar o nome péssimo, até porque não está sendo apenas uma semana, é uma grande oportunidade de conhecer (ou voltar a curtir) bons restaurantes, com menus completos, por preços bem razoáveis.

No domingo venci a corrida ao Aquim, no Leblon. Digo corrida porque cheguei às 12:06h e peguei uma das últimas mesas sem fila no domingo. Às 12:15 já tinha fila formada na calçada e às 12:40 já tinha gente até tomando vinho branco em pé na porta. Uma festa.

Ainda não tinha experimentado o restaurante. Já havia provado o chocolate e o Buffet em eventos, mas o restaurante foi a primeira vez. E não decepcionou. A entrada foi uma polenta com um creme de funghi secco que criou uma ótima combinação. Simples e gostoso. O único inconveniente foi que ele veio em uma travessa em formato de folha e não ficou muito confortável comer o creme com garfo nela. Não escolhemos o Tartar de Legumes, mas pela espiada na mesa ao lado também parecia ótimo.

O meu prato principal foi o Arroz Negro com Cordeiro. Eu adoro cordeiro e o prato estava ótimo, com o cordeiro desfiado e misturado ao arroz. Mas eu continuo achando que cordeiro mesmo é a costeleta servida no Zuka. Na mesa provamos também a truta grelhada com de Alho Poró e Risoto de Tomilho. O Risoto estava ótimo, foi o melhor prato da mesa. Mas a truta não agradou a ninguém. Ruim não estava. Bom também não.

Mas foi uma grande oportunidade conhecer a casa, com decoração austera, que combina pouco com o clima de domingo de sol no Leblon, mas não chega a incomodar. Como ficamos na varanda, não perdemos a vida ao ar livre do Rio de Janeiro, que tanto me agrada. O atendimento, para não deixar de comentar, foi perfeito como um relógio afinado.

Hoje vou continuar minha exploração pela semana dos restaurantes. Vou experimentar o Vizta, restaurante do Hotel Marina. Tenho preconceito com restaurante de hotel, mas estou de olho nos Rolinhos Crocantes, no Carpaccio, no Medalhão, no Penne e no Petit Gateau. Vai ser difícil experimentar tudo e ainda curtir a vista. Mas amanhã eu conto como foi.

Bom apetite.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Os Gemeos e o cordeiro no centro

Sábado fui ao Centro Cultural Banco do Brasil para ver a exposição dos grafiteiros paulistas Os Gêmeos. A exposição Vertigem é muito legal. As pinturas em perspectiva, a parede pintada, os personagens amarelos com seus olhos sinceros e intrigantes, o som... enfim, não perca.


Além de aproveitar a exposição e o edifício em si, que é maravilhoso, não deixe de almoçar no Brasserie Brasil. Dá quase para se sentir na França, pois é um restaurante charmoso no edificio mais charmoso do centro da cidade.




No sábado um dos pratos especiais era a paleta de cordeiro com purê de batata baroa, que eu experimentei seguindo a orientação de um dos proprietários. Estava mais que fantástico. O cordeiro e o molho estavam deliciosos, mas o purê estava simplesmente perfeito. A mistura, apesar de não ser nenhuma grande invenção, estava combinando como se tivessem nascido um para o outro.


Para acompanhar pedimos a taça de vinho tinto. Não lembro qual foi, mas era uma Cabernet Sauvignon argentino bem incorpado e com bastante álcool. Comi e bebi tão bem que depois só me restou correr para casa e curtir a tarde dormindo!


Foi ótimo descobrir este refúgio em pleno centro da cidade. Além de um ótimo programa de final de semana, se mostrou uma ótima opção para fugir da confusão que toma o centro da cidade nos dias de semana.


Bom proveito.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Pousando com a mesa

A mesa levantou voo, foi longe e voltou agora. Passei uns dias na Costa Rica, não pela primeira vez, e tenho um monte de coisas para contar e alguns lugares para recomendar. Tem furada também, é claro. Mas em geral é um lugar maravilhoso e com gostos, odores e ambientes muito interessantes.

Voltando ao Rio, percebi que até hoje não havia publicado a minha lista de mais mais do Rio de Janeiro. As melhores experiências culinárias que podem ser vividas. Na minha opinião. Como sempre, baseado única e exclusivamente na minha avaliação que, espero, seja compartilhada por quem ler este blog. Quer opinar na lista do mais mais? Fiquem à vontade!

1) Costeleta de Cordeiro do Zuka
2) Pizza de Cipolla do Extravaganze
3) Moqueca de Camarão do Rio Minho
4) Gamberotti do Fiorino
5) Lombinho defumado com batatas caramelizadas e creme de milho da minha mãe

Vou manter esta lista à vista de todos aqui no lado. E vou comentando ponto a ponto com o tempo, mas de qualquer jeito, esta é uma lista altamente mutável. Todos os dias são de novas experiências. Algumas destas experiências serão notáveis. Outras serão terríveis. E algumas serão irrelevantes. Mas apenas as especiais entram nesta lista.

Vai lá, me teste. Experimente e comente!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Turbulência no B52

Almocei no B52 do Botafogo Escada Shopping (ok, este não é o nome certo do shopping, mas com certeza é o mais adequado). Não é o meu local de almoço favorito, fica dentro de um shopping e no bairro de Botafogo que eu detesto.

Desculpa. Desculpa. Desculpa.

Eu não gosto de Botafogo. Eu não gosto de almoçar em shopping. E eu tive péssimas experiências no B52.

Mas insistente que sou, por falta de opção e vontade de variar, lá fui eu. E (surpresa!!!) nem foi tão ruim assim. Vamos aos fatos: eles possuem alguma variedade de pratos executivos no formato escolha a carne, dois acompanhamentos e ganhe uma salada do dia.

Wood Mignon, um filé honestinho com molho normal de Champion, mas veio no ponto correto e estava macia como deveria ser. Onion Rings (eu sei que é junk, mas eu adoro!), que estavam sequinhas mas deveriam ser mais gostosas. E um arroz mexicano que deixou a desejar.

Vou dedicar um parágrafo inteiro ao arroz (com o tempo vocês descobrirão o porquê). A idéia foi ótima. Arroz temperado com pimenta vermelha (não sei a receita, estou chutando) que um dia vou experimentar em casa. Mas ficou meio grudento, meio pedaços de arroz. E tava frio. Mas é um arroz bonito.

Meu companheiro de mesa (hoje era o meu irmão) pediu uma carne com molho oriental e legumes. Foi uma pedida melhor que a minha. Mas pediu o mesmo arroz.


No final gastamos 32 por pessoa, mas acho que era mais para ser um almoço de 15 por pessoa. O atendimento, apesar de simpático, estava meio lento e a música muito alta. Mas não foi o desastre da primeira vez. Digamos, foi apenas uma pequena turbulência.


sábado, 24 de janeiro de 2009

Açucar na carne e sal do café?!?!

Para um blog sobre gastronomia, até que eu falei muito pouco sobre culinária. É que eu adoro tanto comer que acabo passando direto para a parte da mesa e esqueço, às vezes, da cozinha. Mas cozinhar também é muito gostoso.

Um dos melhores programas que conheço é abrir um bom vinho em casa e dividir a cozinha com a minha mulher. Descobrindo, tentando, errando e acertando acabamos passando ótimos momentos entre a cozinha e sala que, no meu caso... ou na minha casa... é a mesma coisa.

Esta semana tive a oportunidade de mais uma vez beber um ótimo Merlot chileno da Casa Rivas. Não é um vinho caro, mas é um vinho ótimo. E eu adoro Merlot!

E aprendi duas dicas interessantes. Se você for fritar um bife ou filé na manteiga, acrescente um punhado de açucar antes de colocar a carne. O açucar não vai afetar muito o gosto da carne, por isso capriche no tempero. Mas a deixará com um aspecto ótimo. É que o açucar faz a carne ficar dourada.

E o sal, bem o sal você usa para temperar a carne também. Mas deixe um pouco reservado para a hora do café. É que o sal misturado com o pó tira o amargo do café. Mas neste caso o sal interfere do gosto da bebida, então lembre-se de colocar apenas um pouquinho de sal. É praticamente sujar o pó de café com sal.

Estas dicas eu recebi de uma grande amiga que me apresentou os prazeres da cozinha. Ela vem de uma família toda de gourmets e sempre me surpreende com pratos deliciosos, como a salada de melancia com cebola roxa e queijo feta que comemos semana passada. Pode acreditar, estava refrescante e divina. Esta mesma amiga hoje deu à luz uma nova Gourmet! Clarinha, seja muito bem vinda!

E bom apetite a todos...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Depois da praia


Estive conversando por estes dias com alguns conhecidos e chegamos à conclusão que falta no Rio um bom Chill Out Bar para depois da praia. O Rio, verdade, tem vários bares para tomar um bom chopp gelado depois da praia. Mas falta um lugarzinho onde dê para relaxar com um sonzinho tranquilo, vendo o pôr do sol, o final do movimento na praia e comendo uma comidinha leve.

O clima este final de semana até que surpreendeu e nos presenteou com uma boa prainha. Sol, verão, um monte de gente na praia... isso é o Rio de Janeiro. Nestes dias a cidade se mostra mais maravilhosa e deixa o carioca mais apaixonado.

Mas falta o tal Chill Out Bar que eu falei. Imaginem um local como este no pedrão do Arpoador? Ou melhor: e se os quiosques que ficam no mirante do Leblon fossem substituídos por algo mais charmoso, com música ao vivo, sofás e puffs? Seria pedir muito que servissem um ceviche?


Leblon bombando no final de tarde

Mas tudo bem. Não tem, não tem. O jeito foi procurar outro lugar para curtir o final de praia. Acabei encontrando o Veloso, na General San Martin esquina com Aristídes Espínola. Para quem não sabe, este bar assumiu o lugar do Garota do Leblon. Que tinha este nome por fazer parte da mesma rede do Garota de Ipanema, que é o bar em frente ao atual Vinícius, que fica no lugar onde Vinícius e Tom compuseram a famosa música, que naquela época, se chamava......... se chamava..... Veloso!

Bem, história e MPB de lado, preciso confessar que fiquem bem decepcionado com o novo Veloso. De fora parecia um bar simpático, interessante. De dentro percebi que é um bar quente, barulhento e bagunçado. Os garçons não fazem a menor questão de manter o local organizado e o nosso não foi nem um pouquinho simpático.

Tudo bem, a cerveja Original estava gelada e o croquete de picanha com molho barbecue estava muito gostoso. Mas, veja só, veio servido em um prato quadrado gigante onde caberia três vezes mais croquetes. Os que vieram, estavam todos bagunçados, meio jogados no prato. Custava um pouquinho de capricho?

Sei não, mas eu preferia a picanha do Garota que era servida antes no mesmo lugar...

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Poucas coisas me irritam mais em um restaurante do que a falta de flexibilidade. Quando você quer fazer uma simples troca de parte do prato e o estabelecimento não permite, dá vontade de levantar e nunca mais voltar.

Isso quase aconteceu recentemente no Botequim Informal do Downtown, na Barra da Tijuca, aqui no Rio de Janeiro. Um novo item do cardápio nos chamou atenção: cachorro-quente. Ok, não era nada especial, mas paramos para tomar um chopp (que lá é sempre ótimo) e comer alguma coisinha rápida antes do cinema. E pimba, meio que sem saber o que estávamos com vontade de comer, batemos o olho juntos no mesmo sanduíche.

Eu adoro cachorro-quente. Até hoje lamento que o Kuper, restaurantezinho-lanchonete-bacana que servia cachorro-quente com salsichas deliciosas na Cupertino Durão (Leblon - Rio de Janeiro) fechou. Tinha uma salsicha com páprica que era fenomenal.

Pois é, pedimos dois cachorros quentes. O meu, exatamente como estava no cardápio. Da Ligia, pedimos a troca do cheddar por outro queijo qualquer. Dá licença, mas a Ligia não gosta de cheddar!

Fomos informados por um garçom muito do antipático, que respondeu sem olhar para os nossos olhos, que nenhuma troca pode ser feita no cardápio. Repito: nenhuma troca.

Peraí, eu estou sonhando ou estamos sentado em um botequim. E um botequim informal! Tudo bem que um chef três estrelas não queira estragar o seu prato especial trocando açafrão por orégano. Mas cheddar por um outro queijo qualquer em um cachorro-quente!!!

Só depois que chamamos o gerente, que na verdade era um dos donos da franquia, conseguimos fazer a troca. Mas isso foi um favor especial porque estávamos pedindo, porque a determinação é muito clara: no botequim informal não se pode fazer nenhuma troca no cardápio. Imagine se o nome fosse restaurante formal!

No final o cachorro-quente dela estava mais gostoso que o meu. Talvez, meio que informalmente, vocês deviam prestar mais atenção aos desejos de seus clientes... às vezes surgem boas ideias daí...

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O que que a Bahia tem?

- Peixe com legumes... hum... posso trocar estes legumes por batata?
- Pode não...
- Que legumes são estes que vêm neste prato?
- Batata e cenoura...

Incrível diálogo entre um casal e seu garçom à beira d’água na Ponta do Curral, Ilha de Boipeba, Bahia. O povo baiano, apesar de esbanjar em alegria e simpatia, não é exatamente conhecido pela eficiência no atendimento.

Mas em compensação sua culinária, repleta de frutos do mar, pimenta, leite de côco e azeite de dendê é simplesmente maravilhosa. Pesada, é verdade. Mas uma orgia de sabores e temperos.


Estivemos em Morro de São Paulo para o final do ano e todas, simplesmente todas, as refeições foram ótimas. Destaco a moqueca de camarão do restaurante Minha Louca Paixão (esta da foto) que fica na terceira praia. Comi até acabar! Aproveite a simpatia dos garçons, o visual da praia e a caipivodka de maracujá. Mas prepare-se para gastar um bom dinheiro porque, apesar de Morro de São Paulo ser na Bahia, os preços são da Noruega!

Falando em moqueca de camarão, a servida no restaurante Mar e Coco que fica na praia de Moreré em Boipeba também merece os meus aplausos. Lá peça a moqueca com banana da terra porque a combinação fica muito saborosa.

E para terminar com uma dica inusitada: pizza. Morro de São Paulo tem uma pizzaria muito boa também na terceira praia que é o restaurante da pousada Chez Max. O nome é francês e o dono do restaurante é argentino. Mas o importante mesmo é o pizzaiolo italiano que preparou deliciosas pizzas de massa fina e crocante.

De resto, muita praia, caminhada e natação para gastar todo este dendê!

sábado, 13 de dezembro de 2008

Crítica: Prefácio

Acho que já comentei que não gosto muito de Botafogo. Mas tenho que almoçar lá quase todos os dias por causa do trabalho e por isso fico garimpando boas opções. Atualmente a minha preferida é o restaurante que existe dentro da Livraria Prefácio no finalzinho da Voluntários da Pátria.

Primeiro que, ao atravessar a porta logo se tem a impressão de estar em um café/restaurante/livraria em qualquer lugar da França e muito afastado da insanidade que é a Voluntários da Pátria. Nos fundos com paredes de pedra ou nos dois mezaninos é fácil esquecer o que tem lá fora e ficar admirando as prateleiras cheias de livros.

Outro tiro certo é a música do lugar. É sempre aquela boa seleção que parece que nem está lá. Ou seja, o ambiente está ótimo, agradável e você não percebe exatamente o que é quando de repente percebe como a música está agradável. Esta é a verdadeira música ambiente!

Mas é claro que eu não vou lá apenas para ouvir música ou admirar os livros. Tem o prato do dia. Ah, o prato do dia...

Da última vez veio uma salada verde com tomate cereja e molho de mostarda de entrada seguido por um frango orientar (com pimentão, cebola e condimentos), arroz e um tomate recheado com ricota temperada. Não sou muito de ricota, mas esta estava gostosa.

A verdade é que nunca me decepcionei com o prato do dia da Prefácio, que ainda vem acompanhado por uma taça de vinho tinto e uma sobremesa. Desta vez era pudim de leite. Muito gostoso, apesar da minha mãe fazer um pudim melhor.

Vale conferir. Repetir, repetir e repetir.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Lanche ou almoço enrolado?

Finalmente fui almoçar no Wraps do Shopping Leblon, restaurante que queria experimentar há algum tempo sem saber exatamente se seria uma boa refeição ou lanche.

Descobri um delicioso restaurante, bem comandado por uma chef (Carole Crema, chef paulistana com passagens por Londres e Milão), com atendimento qualificado e comida muito gostosa. Pena que todos os seus restaurantes no Rio de Janeiro fiquem dentro de um shopping.

Na nossa mesa pedimos a sopa fria de cenoura e gengibre com um toque de azeite aromatizado com curry. Estava uma delícia e dividimos com três colheres! Já as saladas estavam sem graça.

Os Wraps também estavam deliciosos. O Genovês, vegetariano, com a deliciosa combinação de abobrinha, shitake (não adianta, eu adoro shitake!) e cogumelos paris com uma bem derretida mussarela ligth estava ótimo. Coloquei um pouco de sal para ficar melhor.

Os outros dois não precisaram de sal e também estavam ótimos. O super-simples Viking de salmão defumado, alface e cream cheese agradou muito. Mas o campeão da mesa foi o Vietnamita com camarões grelhados, champignon, broto de feijão, shitake (olha ele aí novamente!!!), alface e um delicioso molho agridoce.

As outras estrelas da casa são os Smoothies. Não matam a minha sede, mas estavam deliciosos. Os escolhidos da mesa foram Ellis Island e Paquetá.

Recomendo para um almoço. Ou lanche.